Guia de causas

Causas ambientais pra vestir no peito: Amazônia, clima e povos da floresta

Defender a floresta, o clima e quem vive dela virou urgência, e também bandeira. Neste guia você encontra as principais causas socioambientais do Brasil, da Amazônia à água, com o broche certo pra cada uma.

Atualizado em julho de 2026 · leitura de 6 min

Resposta rápida

As grandes causas ambientais brasileiras passam pela defesa da Amazônia e da soberania sobre ela, pela luta de Chico Mendes e dos povos da floresta (seringueiros e extrativistas), pela demarcação de terras indígenas, pela justiça climática (quem aquece o planeta não é quem sofre primeiro), pela comida sem veneno e pela água como direito humano. Abaixo, o que cada uma significa e o símbolo que a acompanha.

A Amazônia é nossa

Broche 'A Amazônia é nossa', Brochevique

"A Amazônia é nossa"

A frase é uma resposta direta a quem trata a floresta como se fosse terra de ninguém, ou território pra estrangeiro administrar. A Amazônia é brasileira, é dos povos que vivem nela e é responsabilidade de todo mundo que respira. Defender a floresta é defender soberania: quem cuida da mata cuida do país.

Broche "A Amazônia é nossa"
Broche 'Amazônia em Pé', Brochevique

Amazônia em pé

Floresta em pé vale mais, pro clima, pra chuva que abastece o Sul e o Sudeste, e pra quem tira dela o sustento sem derrubá-la. A ideia é simples e teimosa: a Amazônia serve mais viva do que virada em pasto. Combina com o broche Amazônia Viva, do mesmo time.

Broche "Amazônia em Pé"

Chico Mendes e os povos da floresta

Broche 'Amazônia Viva', representando os povos da floresta, Brochevique

Seringueiros, extrativismo e o "empate"

Chico Mendes foi seringueiro no Acre e liderou os empates: seringueiros e suas famílias se colocavam, em roda e desarmados, na frente das motosserras para impedir o desmatamento. Foi ele quem juntou a defesa da floresta à luta dos trabalhadores que vivem dela, e propôs as reservas extrativistas, onde se usa a floresta sem derrubá-la. Foi assassinado em 1988; a ideia dele virou política pública. Este é um símbolo dos povos da floresta que seguem essa luta.

Ver broches ambientais

Demarcação de terras indígenas

Broche 'Terra para Quem Planta', ligado à demarcação e à terra, Brochevique

"Demarcação já"

Demarcar terra indígena não é só justiça histórica, é uma das formas mais eficientes de segurar o desmatamento: as áreas demarcadas estão entre as mais preservadas do país. "Demarcação já" é o grito dos povos originários por um direito que a Constituição garante, mas que a boiada tenta atropelar. Terra demarcada é floresta protegida, é gente com direito ao próprio chão.

Broche "Terra para Quem Planta"

Justiça climática

Broche 'Planeta com Febre', sobre a crise climática, Brochevique

Quem menos polui é quem mais sofre

O planeta está com febre, e a conta não chega igual pra todo mundo. Quem menos emitiu carbono, periferias, países pobres, povos tradicionais, é quem primeiro sente a enchente, a seca e o calor extremo. Justiça climática é isso: cobrar de quem poluiu e proteger quem paga o pato. A emergência é real, mas ainda dá tempo de mudar a rota.

Broche "Planeta com Febre"
Broche 'Não Existe Planeta B', Brochevique

Não existe planeta B

O lembrete mais direto do movimento climático: é esse planeta ou nenhum. Sem plano de fuga, sem segunda Terra guardada na gaveta, a saída é cuidar da que temos. Um clássico das passeatas pelo clima, agora em metal pra andar com você. Veja também o Planeta em Chamas.

Broche "Não Existe Planeta B"

Comida de verdade, sem veneno

Broche 'Agrotóxico Mata', da campanha contra os agrotóxicos, Brochevique

"Agrotóxico mata"

O Brasil está entre os maiores consumidores de agrotóxicos do mundo, e o veneno não fica na lavoura: escorre pro rio, entra no lençol freático e chega ao prato. "Agrotóxico mata" é o alerta da campanha permanente que reúne movimentos do campo, pesquisadores e consumidores contra a liberação em série desses produtos. Na lapela, funciona como pergunta incômoda no almoço de domingo.

Broche "Agrotóxico Mata"
Broche 'Comida de Verdade', sobre agroecologia e soberania alimentar, Brochevique

Comida de verdade, no campo e na cidade

A bandeira da soberania alimentar: todo mundo tem direito a comer comida, não ultraprocessado com nome de comida. Quem segura essa ponta é a agricultura familiar e a agroecologia, que produzem alimento cuidando do solo e da água em vez de esgotá-los. Apoiar a feira, o pequeno produtor e a reforma agrária também é causa ambiental, e das mais saborosas.

Broche "Comida de Verdade"

A água como direito humano

Broche 'Água é Direito', Brochevique

"Água é direito, não mercadoria"

Desde 2010 a ONU reconhece o acesso à água potável e ao saneamento como direito humano. No Brasil, a briga é contra a privatização do saneamento e pela proteção de nascentes e aquíferos, porque a torneira seca sempre chega primeiro na casa de quem tem menos. Sem água não tem floresta, não tem comida e não tem futuro: é a causa que amarra todas as outras.

Broche "Água é Direito"

Movimentos socioambientais

Broche 'Marielle Presente' com girassol, Brochevique

Marielle e a semente que virou luta

Meio ambiente e direitos humanos andam juntos: quem defende a floresta muitas vezes é quem defende gente. Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada em 2018, virou símbolo dessa luta que une território, direitos e vida; "Marielle, semente" fala de algo que foi plantado e não para de brotar. O girassol acompanha o nome dela nas ruas, e a história completa está no nosso guia sobre quem foi Marielle.

Broche "Marielle Presente"
Broche 'Mulheres pela Terra', Brochevique

Mulheres pela Terra

São elas que, em boa parte do país, estão na linha de frente da defesa do território: mulheres indígenas, quilombolas, camponesas e ribeirinhas segurando a mata, a água e a roça. Ecologia e feminismo se encontram aqui, a mesma luta por um mundo que não se derruba. Veja mais na coleção feminista.

Broche "Mulheres pela Terra"

Da floresta pra sua jaqueta

Amazônia, clima, terra, comida e água: cada causa deste guia tem seu broche na coleção, todos em metal, com alfinete firme, prontos pra jaqueta, mochila ou boné.

Ver a coleção de meio ambiente completa

Perguntas frequentes

Quem foi Chico Mendes?

Francisco Alves Mendes Filho (1944 a 1988) nasceu em Xapuri, no Acre, e cortou seringa desde menino. Como sindicalista, organizou os seringueiros contra a expulsão das famílias e a derrubada da mata, e mostrou ao mundo que dá pra viver da floresta sem destruí-la. Morto em 1988 a mando de um fazendeiro, virou referência internacional da causa socioambiental, com nome em instituto federal (o ICMBio) e em reserva extrativista no Acre.

O que é justiça climática?

É o princípio de que a crise do clima tem responsáveis e tem vítimas, e raramente são os mesmos. Um punhado de países ricos e de grandes empresas concentra a maior parte das emissões históricas de carbono, enquanto os efeitos extremos caem primeiro sobre quem tem menos recursos pra se proteger. Na prática, justiça climática significa exigir que a transição energética seja paga por quem lucrou criando o problema, sem jogar a conta nos mais pobres.

Por que a demarcação de terras indígenas ajuda o meio ambiente?

Porque onde há demarcação o desmatamento despenca: nas imagens de satélite, as terras indígenas aparecem como ilhas verdes cercadas de devastação. Além de cumprir o que a Constituição de 1988 determina, demarcar protege nascentes, biodiversidade e o regime de chuvas do qual até o agronegócio depende.

Onde compro um broche dessas causas ambientais?

Todos os broches deste guia saem da coleção de meio ambiente da Brochevique, produção própria, feita em Maricá (RJ). O pedido chega em qualquer canto do país, do Oiapoque ao Chuí.