O golpe de 1964 e os 21 anos de ditadura
Não ao golpe
Entre a noite de 31 de março e o dia 1º de abril de 1964, um golpe civil-militar derrubou o governo constitucional de João Goulart e abriu um regime que se estenderia por 21 anos. Cinco generais se revezaram na Presidência sem que o povo os elegesse. Chamar o episódio pelo nome, golpe, é o primeiro passo para não naturalizar a ruptura da democracia.
Broche Não ao GolpeAI-5 (1968): censura e repressão
Foi uma ditadura. Houve tortura.
Em 13 de dezembro de 1968, o regime editou o Ato Institucional nº 5 (AI-5). Ele colocou o Congresso em recesso forçado por quase um ano, autorizou cassações em série e transformou a censura prévia à imprensa e à cultura em rotina. Não há eufemismo que dê conta do que veio depois: foi uma ditadura, e houve tortura.
Broche Foi uma ditadura. Houve tortura.Tortura, mortos e desaparecidos políticos
Tortura nunca mais
A tortura foi usada de forma sistemática contra presos políticos nos porões do regime. Centenas de pessoas foram mortas ou desapareceram nas mãos do Estado, e muitas famílias seguem sem os corpos e sem respostas até hoje. "Tortura nunca mais" é a recusa firme a qualquer justificativa para a violência do Estado contra o cidadão.
Broche Tortura Nunca Mais
Memórias aprisionadas
O broche Memórias Aprisionadas nasceu beneficente: parte da receita vai para a luta pela memória e pelos direitos humanos. A peça fala das histórias que a repressão tentou trancar, e do trabalho, ainda em curso, de tirá-las do silêncio. Usar uma peça assim é um jeito simples de dar visibilidade a uma causa que ainda precisa de barulho.
Broche Memórias AprisionadasQuem resistiu: ruas, imprensa e greves
A resistência de punho erguido
A ditadura nunca conseguiu silêncio completo. Em junho de 1968, a Passeata dos Cem Mil levou uma multidão ao centro do Rio contra a repressão; jornais alternativos como O Pasquim faziam humor debaixo do lápis do censor; e os artistas aprenderam a driblar a censura com metáfora. No fim dos anos 1970, as greves do ABC paulista pararam fábricas em plena ditadura e projetaram um jovem sindicalista chamado Lula. O punho erguido, aqui, não é enfeite: é a memória de quem enfrentou o regime quando isso custava caro.
Broche Ditadura Nunca Mais (punhos)Anistia, Diretas Já e a volta da democracia
Diretas Já e a Democracia Corinthiana
A Lei da Anistia, de 1979, libertou presos políticos e trouxe exilados de volta, ainda que também tenha servido de escudo para agentes da repressão. Em 1984, a campanha das Diretas Já encheu praças pelo país exigindo eleição direta para presidente; a emenda foi derrotada na Câmara em abril daquele ano, mas o regime já estava por um fio. Até o futebol entrou na briga: na Democracia Corinthiana (1982 a 1984), Sócrates, Casagrande e companhia decidiam tudo em votação e usaram a camisa para chamar o torcedor às urnas. Em 1985 o governo voltou aos civis e, em 1988, a Constituição Cidadã fechou o ciclo da redemocratização.
Broche Democracia CorinthianaMemória e verdade: a Comissão Nacional da Verdade
Memória, verdade e justiça
Entre 2012 e 2014, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) ouviu sobreviventes, familiares e agentes do Estado e reuniu provas do que o regime fez nos porões. O relatório final, entregue em dezembro de 2014, reconheceu 434 mortos e desaparecidos políticos e recomendou medidas para que nada daquilo se repita. Sem apurar o passado, não se protege o futuro.
Broche Memória, Verdade e Justiça
Ditadura nunca mais, democracia sempre
O outro lado da memória é o compromisso com o presente. Defender eleições livres, imprensa livre e o direito de discordar é o que mantém a democracia de pé. "Ditadura nunca mais" só faz sentido quando vem acompanhado de "democracia sempre".
Broche Ditadura Nunca Mais, Democracia SempreSem anistia: responsabilização
Sem anistia
Responsabilizar quem atenta contra a democracia é o que impede que a história se repita. "Sem anistia" é a defesa de que crimes contra o Estado democrático de direito não fiquem impunes, nem os do passado, nem os de hoje. É memória virada para a frente. Veja mais na coleção Lutas.
Broche Sem AnistiaMemória que você carrega no dia a dia
Cada peça é um boton de metal leve, com fecho de alfinete firme, feito pra viver na jaqueta, na mochila ou no cordão do crachá. Um lembrete discreto e constante: ditadura nunca mais.
Ver a coleção Ditadura Nunca MaisPerguntas frequentes
Quando começou e terminou a ditadura militar no Brasil?
Foram 21 anos ao todo. O regime começou entre 31 de março e 1º de abril de 1964, quando os militares derrubaram João Goulart, e terminou em março de 1985, quando o último general deixou a Presidência para um governo civil.
O que foi o AI-5?
Foi o decreto que deu poderes quase absolutos ao regime, baixado em 13 de dezembro de 1968. Com ele, o presidente podia cassar mandatos e suspender direitos políticos, e o habeas corpus deixou de valer para acusados de crimes políticos. Foi a porta de entrada dos anos mais violentos da ditadura, e só deixou de valer dez anos depois.
O que foi a Comissão Nacional da Verdade?
A CNV funcionou de 2012 a 2014 com a missão de esclarecer a violência de Estado do período. Ouviu centenas de depoimentos, examinou arquivos e entregou um relatório final que documenta tortura, execuções e ocultação de cadáveres, além de apontar responsáveis e sugerir reformas para que as instituições nunca mais sirvam à repressão.
Por que é importante lembrar da ditadura?
Porque país que esquece repete. Os discursos que hoje relativizam o regime são parentes diretos dos que o justificaram na época, e a memória das vítimas é o antídoto mais eficaz contra eles. Lembrar é proteger a democracia e os direitos de todo mundo, inclusive de quem prefere não lembrar.


