Quem foi

Marielle Franco: quem foi e o que ela representa

Cria da Maré, socióloga e uma das vereadoras mais votadas do Rio, Marielle foi assassinada em 2018. Sua história virou símbolo da luta por justiça, e o seu nome, uma semente que segue sendo plantada.

Atualizado em julho de 2026 · leitura de 6 min

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Marielle Francisco da Silva (1979 a 2018) foi socióloga, defensora dos direitos humanos e vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL. Mulher negra, favelada da Maré, mãe e bissexual, ela denunciava a violência policial e defendia mulheres, pessoas negras, a população LGBTQIAPN+ e a periferia. Foi assassinada a tiros em 14 de março de 2018. Desde então, o brado "Marielle, presente" e o girassol mantêm viva a memória dela e a cobrança por justiça.

Quem foi Marielle Franco

Broche Marielle Presente com girassol, Brochevique

Da Maré para uma das maiores votações do Rio

Marielle nasceu em 1979 e cresceu no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Teve a filha aos 19, conciliou trabalho e estudo, formou-se em Ciências Sociais pela PUC-Rio e fez mestrado em administração pública com uma pesquisa sobre as UPPs nas favelas cariocas. Em 2016, elegeu-se vereadora pelo PSOL com mais de 46 mil votos, a quinta maior votação da cidade, e montou um mandato voltado a mulheres, pessoas negras, moradores de favela e a população LGBTQIAPN+.

Broche Marielle Presente (girassol)

A defesa dos direitos humanos e contra a violência policial

Broche Marielle Presente com flores, Brochevique

Uma voz da favela contra a violência de Estado

Antes do mandato, Marielle trabalhou por mais de dez anos na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio, atendendo familiares de vítimas da violência. Como vereadora, integrou a comissão da Câmara criada para fiscalizar a intervenção federal na segurança pública do estado, em 2018. Dias antes de morrer, cobrou explicações públicas sobre mortes cometidas por policiais em favelas do Rio, o tipo de pergunta incômoda que fez dela uma referência na área até hoje.

Broche Marielle Presente (flores)

A luta antirracista e a juventude negra

Broche Chega de Genocídio da Juventude Negra, Brochevique

Chega de genocídio da juventude negra

No centro do trabalho de Marielle estava o racismo que mata: ela usava os números das operações policiais para mostrar quem morria nas favelas, quase sempre jovens negros. A expressão genocídio da juventude negra, levantada pelo movimento negro, resume essa denúncia, que ela carregou dos atos de rua para dentro da Câmara. Se você quer entender os símbolos dessa luta, do punho erguido ao Vidas Negras Importam, o nosso guia de símbolos antirracistas explica um por um.

Broche Chega de Genocídio da Juventude Negra

O assassinato de 14 de março de 2018 e a luta por justiça

Broche Marielle Semente / Paulo Freire Presente, Brochevique

Um crime que o Brasil não esqueceu

Na noite de 14 de março de 2018, Marielle voltava de um encontro com jovens mulheres negras na Lapa quando o carro em que estava foi alvejado na região central do Rio. Ela e o motorista, Anderson Gomes, foram mortos. O crime teve repercussão mundial e virou uma pergunta repetida em muros, faixas e plenários: quem mandou matar Marielle? Os dois executores só foram julgados e condenados em 2024, mais de seis anos depois, e o processo contra os acusados de encomendar o crime seguiu na Justiça.

Broche Marielle Semente

"Marielle, presente" e o girassol

Broche Marielle Presente com girassol, Brochevique

Símbolos de memória

Nos atos e homenagens, o nome de Marielle é respondido em coro: "presente!", a forma de dizer que ela segue viva na luta de quem ficou. O girassol, flor de que ela gostava, aparece em murais, cartazes e tatuagens Brasil afora. E quando uma placa de rua com o nome dela foi quebrada por políticos em 2018, a resposta veio em milhares de réplicas espalhadas pelo país: apagar não deu. Prender o girassol dela na jaqueta ou na mochila é um jeito silencioso de dizer que ninguém esqueceu.

Broche Marielle Presente (girassol)

O legado: sementes

Broche Sejamos Sementes, Brochevique

"Eles decidiram que Marielle seria semente"

A frase que resume o legado dela nasceu da revolta: quem quis silenciá-la acabou espalhando o que ela defendia. Já na eleição de 2018, três mulheres que trabalharam no mandato de Marielle se elegeram deputadas estaduais no Rio, e desde então mulheres negras, periféricas e LGBTQIAPN+ vêm chegando a parlamentos país afora citando ela como inspiração, as chamadas "sementes". A família criou o Instituto Marielle Franco para defender memória e justiça, e o nome dela hoje batiza leis, escolas, ruas e prêmios.

Broche Sejamos Sementes

Marielle, presente

O girassol e a semente dela em botons feitos pra durar, pra memória viajar com você na jaqueta, na mochila ou na ecobag.

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Perguntas frequentes

Quem foi Marielle Franco?

Nascida no Complexo da Maré em 1979, Marielle se formou em Ciências Sociais e construiu a vida pública na defesa de quem mais sofre com a violência do Estado. Em 2016, elegeu-se vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL com uma das maiores votações da cidade. Foi morta a tiros em 2018, aos 38 anos, num crime que mobiliza o país até hoje.

Quando Marielle Franco foi assassinada?

Em 14 de março de 2018, na região central do Rio de Janeiro, quando voltava de um encontro com jovens mulheres negras. O motorista Anderson Gomes também foi morto. Os dois executores do crime só foram condenados em 2024.

O que significa o girassol de Marielle?

O girassol era uma flor de que Marielle gostava e virou o símbolo mais forte da sua memória: está em murais, cartazes, tatuagens e broches. Junto do brado "Marielle, presente", ele diz que a luta dela continua com quem ficou.

Onde compro um broche em homenagem a Marielle?

Na coleção de personas da Brochevique você encontra os broches "Marielle Presente" (girassol e flores) e "Marielle Semente", e a gente despacha pra qualquer canto do Brasil.